Hospital em São Paulo partilha processo de cura/recuperação com pajé
Ontem, dia do índio 19/abril/2009, uma reportagem do Fantástico chamou minha atenção.
Um indiozinho chamado Kaiubi, “Felipe” nome branco, que segundo a reportagem do Fantástico recebeu alta dia 17 passado, chegou muito doente em São Paulo a dois meses para tratar de uma infecção grave, provocada por um fungo causador da criptococose que se instalou no pulmão do menino.
Além da grave infecção, que começou a ser tratada ainda no Mato Grosso à sete meses, o pequeno Kaiubi de cinco anos contraiu uma meningite que o deixou cego.
....
http://www.espiritoindio.com.br/2009/04/20/indiozinho-com-doenca-grave-recebe-alta-do-hospital-depois-de-pajelancia/
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1091077-15605,00.html
Qual a sua etnia? Seja azul, seja vermelho, quem tem sangue índio? ou quem não tem?
Sangue indígena
A sabedoria indígena é comprovada pela moderna ciência. O geneticista Sérgio Danilo Pena, do núcleo de genética médica, em Belo Horizonte, coordenou o primeiro grande estudo sobre ancestralidade no país e concluiu: o brasileiro é mais índio do que pensa.
“Nos últimos anos, tem havido um crescente interesse em descobrir as nossas raízes. Nós publicamos esse retrato molecular do Brasil. Enquanto do lado paterno praticamente mais de 95% das linhagens eram européias, do lado materno dividia mais ou menos 1/3 europeu, 1/3 ameríndio e 1/3 africano”, contabiliza Sérgio Danilo Pena.
....
Um teste de DNA simples, a partir de células tiradas da mucosa da boca.
....
Os javaé são 1,3 mil índios que vivem em na Ilha do Bananal - a maior ilha fluvial do planeta - que fica no estado do Tocantins. Eles têm acesso ao mundo dos brancos, mas ainda caçam e pescam para sobreviver.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL695871-15605,00.html
...melhor ler, pois o assunto é sério:
O infanticídio é comum em determinadas espécies animais. É uma forma de selecionar os mais aptos. Quando têm gêmeos, os sagüis matam um dos filhotes. Chimpanzés e gorilas abandonam as crias defeituosas. Também era uma prática recorrente em civilizações de séculos atrás.
Em Esparta, cidade-estado da Grécia antiga que primava pela organização militar de sua sociedade, o infanticídio servia para eliminar aqueles meninos que não renderiam bons soldados. Um dos seus mais brilhantes generais, Leônidas entrou para a história por ter liderado a resistência heróica dos Trezentos de Esparta no desfiladeiro de Termópilas, diante do Exército persa, em 480 aC.
Segundo o historiador Heródoto, Leônidas teria sido salvo do sacrifício apesar de ter um pequeno defeito em um dos dedos da mão porque o sacerdote encarregado da triagem pressentiu o grande futuro que o bebê teria.
Entre os índios brasileiros, o infanticídio foi sendo abolido à medida que se aculturavam. Mas ele resiste, principalmente, em tribos remotas - e com o apoio de antropólogos e a tolerância da Funai. É praticado por, no mínimo, treze etnias nacionais.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_247090.shtml?func=1&pag=1&fnt=9pt
