foto de Ana Magna Gomes
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Planetário Indígena
Musa - Museu da Amazônia
foto: Traçado da constelação da Jararaca. Reconhecida por diversos povos da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, essa constelação surge no céu em um momento em que, na Terra, enchentes obrigam as jararacas a saírem de suas tocas.
foto: Traçado da constelação da Jararaca. Reconhecida por diversos povos da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, essa constelação surge no céu em um momento em que, na Terra, enchentes obrigam as jararacas a saírem de suas tocas.
Um planetário cilíndrico para ensinar a astronomia indígena da Amazônia será aberto ao público em Manaus, em março de 2010. Os índios observam as constelações para seus rituais e atividades como o plantio. Mas as figuras formadas pelas estrelas têm nomes e significados diferentes dos da astronomia ocidental. A instalação, climatizada, fica dentro de um pavilhão do Jardim Botânico Adolpho Ducke, zona leste da cidade.
Para desenhar o céu amazônico do planetário, os pesquisadores desenvolveram softwares a partir da astronomia greco-romana e tupi-guarani. Fotos da Via Láctea são a base das projeções.
Para desenhar o céu amazônico do planetário, os pesquisadores desenvolveram softwares a partir da astronomia greco-romana e tupi-guarani. Fotos da Via Láctea são a base das projeções.
"O mesmo céu era visto de forma distinta por cada etnia. Cada uma tinha seus mitos", conta o astrônomo Germano Afonso, do Musa, que estuda a relação entre as culturas indígenas e os astros. "Eles faziam a leitura do céu para regular o cotidiano, a caça, a pesca. Pelo céu, eles sabem quando vai haver uma estiagem ou um pequeno período de chuva."[agência Folha]
Roberto Straub
Cláudia Andujar
nasceu em Neuchâtel, Suíça, em 1931. A artista vive no Brasil desde 1955 e mora atualmente em São Paulo.
Filha de pai judeu, mudou-se para a Hungria ainda criança e viveu de perto a Segunda Guerra Mundial. Em 1944, quando a Alemanha ocupou a Hungria, seu pai e outros familiares foram mortos num dos campos de concentração nazistas.
Ela conseguiu fugir para os Estados Unidos com sua mãe e passou a viver em Nova York. Chegou ao Brasil em 1955 e logo abandonou a pintura abstrata a que vinha se dedicando e escolheu a fotografia como meio de expressão. Trabalhou como fotógrafa na extinta revista "Realidade". Nesse período, entrou em contato com povos indígenas e recebeu diversos prêmios.
fotos: Revista Vida Simples
http://vidasimples.abril.com.br/subhomes
Uma luz de vela ilumina o nascimento e nada mais precisa ser dito: fez-se a vida - Diógenes Moura
Filha de pai judeu, mudou-se para a Hungria ainda criança e viveu de perto a Segunda Guerra Mundial. Em 1944, quando a Alemanha ocupou a Hungria, seu pai e outros familiares foram mortos num dos campos de concentração nazistas.
Ela conseguiu fugir para os Estados Unidos com sua mãe e passou a viver em Nova York. Chegou ao Brasil em 1955 e logo abandonou a pintura abstrata a que vinha se dedicando e escolheu a fotografia como meio de expressão. Trabalhou como fotógrafa na extinta revista "Realidade". Nesse período, entrou em contato com povos indígenas e recebeu diversos prêmios.
fotos: Revista Vida Simples
http://vidasimples.abril.com.br/subhomes
Uma luz de vela ilumina o nascimento e nada mais precisa ser dito: fez-se a vida - Diógenes Moura
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
para começar a entender ... nomes de ruas e lugares de São Paulo
Toponímicos mais comuns na Cidade de São Paulo, com nomenclatura em Tupi-Guarani:
Anhangabaú = anhangaba = malefício do diabo + u = rio. Rio dos malefícios do diabo. Este rio transbordava anualmente e de suas águas vinham febres, maleitas, tifos, males atribuídos ao diabo.
ou: anhangá= diabo + aba=homem u=i=rio: rio do diabo, pois anhangá é um estado, um espírito de maldade e o diabo em si é o homem que tem esse espírito.
Anhanguera: Anhangá + uera: O diabo que já foi diabo, que está velho e não tem mais tanto poder. Apelido que os índios deram a Bartolomeu Bueno da Silva, por ter posto fogo em um prato de água ardente e ameaçado incendiar os rios da região se os índios não contassem onde estava o ouro.
Araçá: Ara = fruta + eçá = olhos = a fruta que tem olho = espécie de goiab.
Aricanduva: airicã +diba = o lugar onde há muitas palmeiras do tipo airi.
Arujá = aru +ya = Abundância de guarus que é um tipo de lambari barrigudinho.
Barueri = Alteração de Bariri = mbaé + riry = corredeira, lugar onde as águas, encontrando obstáculos, tornam-se revoltas, fervem e espumam
Butantã = yby + tan + tan = Terra, solo durísimo. O indio não tinha superlativo; quando queria afirmar algo muito intenso, repetia a palavra.
Cambuci = Cambu + cy = Seio de mãe, referência a uma fruta que tem forma de seio.
Cangaíba = Acanga + iba = A planta da cabeça, certamente planta que dá fruta redonda e grande como uma cabeça
Carapicuíba = cara =cará + pucu =comprido =planta + iba = A planta que dá cará comprido
Cotia = Cutia = Acuti = Pequeno roedor que come segurando o alimento com as patas dianteiras.
Cumbica = Cumbuca = vasilha feita de casaca de fruta seca em que se cortou a parte de cima
Curuçá = Cruz . O modo do índio de se referir à cruz cristã, mostrando a dificuldade que tinha para pronunciar o cr = curu
Embu = Há duas versões para este termo. O primeiro que vem de mboy, cobra. É o que se adota para ao cidade vizinha a São Paulo (Mboy guaçu = cobra gende). Mas quando aparce em Pacaembu, embu tem o significado de bebedouro das pacas, o riacho das pacas.
Grajaú= Carajá= macaco + u=uma=preto. Macaco preto. É também nome de uma
tribo de índios. Nome de uma tribo de índios no limite da cidade de São Paulo. É a soma de Guaru=peixinho barrigudo com uma terminação dada pelos portugueses= lho.
Guaianases: plural português de Guaianá, tribu de índios. Significa : gente aparentada.
Ibirapuera = Ibira + puera. Madeira que existia e que não existe mais.
Iguatemi = iguá= enseada + temi=pembi=timi= verde escuro. Enseada verde escuro.
Iguaçu = I=água, rio + guaçu =grande. Rio grande.
Imirim = Rio pequeno, água pequena.
Ipiranga = I + piranga = água, rio vermelho.
Itaim = Ita + im = Pedra pequena, pedregulho.
Itanhaém = Ita + nhaém = A panela de pedra ou de ferro.
Itapecirica = Ita + peva + cirica = A pedra chata e escorregadia.
Itapeva: Ita + peva = Pedra chata = Laje.
Itapevi : Rio da laje.
Itaquaquecetuba = Taqua + quece + tuba: Lugar onde há muita taquara para se fazer faca. O I foi posto na frente do nome pelos portugueses por questão de confusão de ta com ita = pedra, fonema muito comum na língua tupi.
Itaquera: Ita= pedra + quera = terminação para indicar que é coisa velha, abandonada, que já não existe.= Pedreira abandonada.
Jacui: Rio dos peixes Jacus.
Jaguara : O cão lutador = onça.
Jaguaré: O lugar onde havia muita onça.
Jandira: Abelha de mel.
Jaraguá: Yara = senhor+ guá = vale, senhor, o denominador do vale.
Mairiporã : mairy =cidade + poranga= bonita: cidade Bonita.
Mandaqui: manda + aqui = os feixes verdes (?), a colina úmida.
Mauá: Ma+uá: a coisa elevada.
Moema: moee =adoçar. Moema é a dulçurosa.
Mogi =Moji : mboy=cobra + i = água rio = rio das cobras.
Mooca: mo = fazer+ oca = casa ; construir casa. Designação de casario, rancharia. Também já vi como casa das moscas.
Morumbi: Já vi como = mosca azul/verde. Colina verde.
Panambi : Borboleta, mariposa.
Paraná: Tenho visto como: Pará = mar, nã =semelhante : rio caudaloso, semelhante.
Pirituba: piri =junco + tuba =sufixo designativo de coletivo = o juncal.
Sapopemba: sapopema = sapó =raiz; pema = que se projeta para fora; é o nome de figueira, gameleiras.
Tatuapé: tatu = tatu + apé; caminho: caminho do tatu.
Tietê: ti; rio = etê = verdadeiro: o rio verdadeiro; o rio principal.
Tremenbé: O que escoa molemente.
Tucuruvi: Tucuru = gafanhoto + obi = verde: gafanhoto verde.
Referência sobre Tupi-Guarani:(...)
FONTE: 28/2/2009 | Manoel Valente Barbas
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