Musa - Museu da Amazônia
foto: Traçado da constelação da Jararaca. Reconhecida por diversos povos da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, essa constelação surge no céu em um momento em que, na Terra, enchentes obrigam as jararacas a saírem de suas tocas.
foto: Traçado da constelação da Jararaca. Reconhecida por diversos povos da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, essa constelação surge no céu em um momento em que, na Terra, enchentes obrigam as jararacas a saírem de suas tocas.
Um planetário cilíndrico para ensinar a astronomia indígena da Amazônia será aberto ao público em Manaus, em março de 2010. Os índios observam as constelações para seus rituais e atividades como o plantio. Mas as figuras formadas pelas estrelas têm nomes e significados diferentes dos da astronomia ocidental. A instalação, climatizada, fica dentro de um pavilhão do Jardim Botânico Adolpho Ducke, zona leste da cidade.
Para desenhar o céu amazônico do planetário, os pesquisadores desenvolveram softwares a partir da astronomia greco-romana e tupi-guarani. Fotos da Via Láctea são a base das projeções.
Para desenhar o céu amazônico do planetário, os pesquisadores desenvolveram softwares a partir da astronomia greco-romana e tupi-guarani. Fotos da Via Láctea são a base das projeções.
"O mesmo céu era visto de forma distinta por cada etnia. Cada uma tinha seus mitos", conta o astrônomo Germano Afonso, do Musa, que estuda a relação entre as culturas indígenas e os astros. "Eles faziam a leitura do céu para regular o cotidiano, a caça, a pesca. Pelo céu, eles sabem quando vai haver uma estiagem ou um pequeno período de chuva."[agência Folha]
Roberto Straub


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